quarta-feira, 25 de julho de 2012

Socialismo na Ásia




(A pedido de Marilia Villalta)

Bom, primeiramente fiquei meio sem saber onde pesquisar e muito menos saber o que escrever, entretanto, encontrei algumas respostas e partirei delas para falar de algumas das revoluções socialistas na Ásia
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos impérios caíram e, apesar de Stalin desencorajar vigorosamente que a revolução social se expandisse para outras regiões fora da URSS a fim de manter a aliança antifascista, alguns países tiveram a luta anti-imperialista coincidindo com a luta nacional/social. Outro ponto importante a observar é que, com o fim do fascismo (incluindo o Japão), o mundo estava pronto para uma nova era de transformações sociais, e muitos intelectuais estavam mais próximos da esquerda socialista do que do centro socialdemocrata.
A China, por exemplo, com o fim do domínio Japonês em 1945, entrou em uma guerra civil entre o Kuomintang (nacionalistas), que contavam com o apoio norte-americano, e o PCC (Partido Comunista Chinês), que não teve apoio efetivo da União Soviética. Por fim, utilizando de táticas de guerrilha, o PCC, com a participação de Mao Tsé-Tung, conquistou Pequim em janeiro de 49 e, em outubro do mesmo ano, proclamou a República Popular da China.
No Vietnã e na Coréia o processo de divisão foi bem parecido, ambos estavam sob domínio Japonês, e após a Segunda Guerra Mundial, foram divididos entre socialistas e capitalistas: ao norte da Coréia, a socialista República Democrática da Coréia do Norte; e ao sul, a capitalista República da Coréia do Sul; No Vietnã foi seguida a mesma lógica, ao norte ficaram os socialistas e ao sul os capitalistas.
O Socialismo também influenciou muitos países do Oriente Médio. Na Síria, o Partido Bath, fundado por dois professores que com todo o seu misticismo árabe, era ideologicamente anti-imperialista e socialista. Além disso, a política iraquiana era determinada por várias combinações de oficiais dedicados a unidade árabe e ao socialismo (Eric Hobsbawm, 1995, p.174). Sem contar a Índia que, apesar de abdicar de uma luta anti-imperialista no momento em que os britânicos se encontravam imersos na Segunda Guerra Mundial para lutar contra as forças fascistas, possuía ainda grandes ativistas e políticos, como o futuro primeiro-ministro Jawaharlal Nehru, que imaginavam e sonhavam com o país Indiano como socialista.

Ps.: Creio que vivemos numa sociedade muito ocidentalizada e, na maior parte do tempo, mal estudamos os países do Oriente, sendo exceção de momentos em que há conflitos entre os dois. Espero que essa proposta tenha aumentado um pouco o conhecimento sobre a história não muito distante de algum dos países Orientais.

Fontes:
HOBSBAWM, Eric – Era dos Extremos, o breve século XX 1914 – 1991

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